Ourique FM

A luta pelos direitos: emancipação feminina

Fonte: www.mensagenscomamor.com

Portugal

11 de julho de 2017

Desde o século XIX que a luta da mulher pela sua autonomia devido ao desejo de fuga da rotina e o anseio de alcançar os seus direitos, começou a tornar-se mais visível. Posteriormente, a educação era vista como um ponto essencial para a sua libertação e evolução profissional, deixando de ser prioritárias as atividades domésticas, sendo agora mais relevante a aceitação no mercado de trabalho.

 

Na década de 20 do século XX, após a Primeira Guerra Mundial, muitas foram as mulheres que ocuparam os postos deixados pelos homens que tinham partido para a Guerra, trabalhando tanto em atividades mais árduas desde fábricas até à gestão e direção de empresas.

 

Com a emancipação da mulher não só os comportamentos sociais se modificaram, mas também a forma como a mesma se vestia. Deixaram de usar roupas tão conversadoras, as saias encurtaram e tornaram-se mais justas e os soutiens substituíram os espartilhos.

 

As primeiras manifestações procuravam combater o machismo e a submissão das mulheres aos homens e reivindicar salários igualitários, o direito de votar e serem eleitas, conquistar o direito de cidadania e combater o preconceito e os valores vigentes. A maioria das mentalidades eram impostas pela Igreja, e incutiam a ideia de que o homem deveria exercer repressão e autoridade sobre a mulher, sendo esta um indivíduo sem qualquer direito de decisão sobre a sua própria vida, vista apenas como mãe, esposa e dona de casa.

 

Com o 25 de abril de 1974 toda esta luta pela igualdade e liberdade foi recompensada saindo novas leis a favor da emancipação feminina, pondo de lado grande parte dos assuntos, até então considerados tabu.

 

Atualmente, Portugal, a nível mundial encontra-se na 39ª posição de 145 países. A nível europeu é o 3º país mais desigual em termos de géneros, segundo dados do Instituto Europeu para a Igualdade de Género. O Instituto de Estatísticas da UNESCO, relatou que 60% dos formados nas universidades são mulheres.

Fonte: European Institute for Gender Equality

Com tudo isto, a mulher ainda se depara com certas limitações como o acesso a determinadas profissões, nomeadamente na área da magistratura, diplomacia e política e também dificuldade em obter um salário igualitário.

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