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A verdade por detrás dos ecrãs

A verdade por detrás dos ecrãs

Portugal

04 de julho de 2017

Entre 2008 e 2015, o número de utilizadores de redes sociais em Portugal cresceu de 17,1% para 54,8%.

 

Desde o aparecimento da Internet no mundo, as Redes Sociais têm se tornado “essenciais” à interação e integração em sociedade.

 

Este mundo, que prende cada vez mais pessoas à volta dele, é uma forma de ocupação do tempo e é responsável muitas vezes pela mudança de comportamentos, em família, entre amigos, e entre casais.

 

O dinamismo social perdeu-se e a internet e as redes sociais são hoje em dia o meio mais fácil de socialização, sendo assim o mais recorrente. O Facebook é a rede social com maior taxa de utilização em Portugal, com 93,6%, seguido do YouTube (41,4%), Google + (40,2%), Instagram (28,9%) e Twitter (23,6%), segundo o estudo da Marktest.

 

Os “likes” e visualizações tornam-se preocupações quotidianas entre jovens, causando uma competitividade doentia, o que leva, por vezes, ao desenvolvimento de transtornos psicológicos como o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), alimentado pela ansiedade, mais comum em quem já possui algum tipo de tendência ao distúrbio.

 

Para além de desenvolver transtornos psicológicos, as Redes Sociais também causam a desinibição dos jovens que, ao se sentirem seguros atrás de um ecrã, podem começar conflitos online e até mesmo tornarem-se “bullies”. A facilidade de “cyberbulling” leva, muitas vezes, a situações insuportáveis que podem ter consequências terríveis.

 

Porém, as Redes Sociais são uma fonte de acesso fácil a variada informação, algumas vezes pertinente e útil que nos leva a conhecer determinadas realidades internacionais, mas outras vezes pode não corresponder à verdade. Além disso, muitos são os jovens que voluntariamente dão informações pessoais sobre si e os seus familiares o que compromete a sua privacidade e os coloca na posição de vitimas de “cyberstalking”, ou seja, de perseguição obsessiva por parte de pessoas até mesmo desconhecidas e que com base nos dados pessoais presentes nas Redes Sociais facilmente descobrem a localização das vitimas.

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